Cartel Mexicano tinha rede com 155 repetidoras.

Cidade do México (AP) — Quando comboios de soldados ou a Polícia Federal se locomovia pelo cerrado no norte do México, o cartel Zetas sabia que eles estavam chegando. O alerta partia de um motorista de taxi ou de um vendedor ambulante, equipados com sofisticados HTs, e pagos para serem olheiros, conhecidos como falcões.
O sinal de rádio viajava para as entranhas do território árido, horas a pé da rodovia mais próxima. Lá, havia uma torre de 2,5m escondida entre os arbustos e pintada de verde para não ser notada. Um cabo enterrado no solo alimentava o sistema obtendo energia de placas solares. O sinal era repetido por uma poderosa rede de repetidoras distribuídas por centenas de quilômetros pelo interior do México.

Essa rede de comunicações clandestina permitia ao cartel coordenar a entrega das drogas, sequestros, extorsões e outros crimes, com uma eficiência e precisão de um moderno exército. O exercito do México e os Fuzileiros Navais começaram a atacar o sistema, apreendendo centenas de partes de equipamentos de comunicações em pelo menos três operações desde setembro, expondo uma surpreendente e sofisticada infraestrutura.

Segundo informações do governo Americano, os equipamentos, que iam desde torres profissionais a rádios portáteis, eram partes de uma única rede que até recentemente se estendia da fronteira dos EUA até o Golfo do México e Guatemala. A rede permitia que membros do cartel Zetas tivessem conversas criptografadas sem depender da rede oficial de telefonia celular, que é relativamente fácil de ser grampeada pelas autoridades e não dava cobertura até o interior do país.
“Eles estão fazendo o que qualquer unidade militar faria”, diz Robert Killebrew, um coronel aposentado do exercito americano que estuda os cartéis de drogas do México. “Eles estão se ramificando em todas as formas de comunicações que forem possíveis”.

O exercito Mexicano disse que dia 04 de Dezembro eles apreenderam um total de 167 antenas, 155 estações repetidoras, 166 fontes de alimentação, 71 computadores e 1446 rádios transceptores.

A rede foi construída por volta de 2006 pelo cartel do Golfo, uma gangue do narcotráfico que empregava um grupo de executores conhecidos como Zetas, que deserdaram das forças especiais do exercito Mexicano. Os Zetas se separaram do cartel do Golfo em 2010 e desde então se tornaram o cartel de drogas mais dominante, com lucrativos negócios como sequestros, extorsão e tráfico humano.
O mentor da rede de comunicações foi José Luis Del Toro Estrada, um expert em comunicações conhecido como “técnico”. Há dois anos ele foi julgado culpado por conspiração e tráfico de drogas pela corte de Huston, Texas.
Usando milhões de dólares em equipamento legalmente disponíveis, Del Toro instalou um sistema na maioria dos 31 estados do México e partes da Guatemala a mando dos chefões dos cartéis e dos Zetas. Os chefes dos cartéis de cada região compravam as torres, repetidoras e os rádios, de acordo com a confissão de Del Toro.
Parte do equipamento apreendido Del Toro empregava especialistas em comunicações para manter o sistema em funcionamento e pesquisar novas tecnologias. Autoridades Mexicanas, porém, apresentam uma versão diferente para a infraestrutura do cartel, dizendo que é menos integrada do que descrevem as autoridades americanas.
Um oficial militar Mexicano nega que a rede dê cobertura para o Golfo inteiro. Ele diz que são uma série de pequenos sistemas locais que não são conectados uns aos outros devido a limitações técnicas. Até recentemente, a rede do cartel era controlada por computadores que permitiam complexos controles que direcionavam as comunicações para rádios específicos, enquanto excluíam outros, garante a empresa de inteligência e consultoria em segurança Savant, com sede em Washington, especialista em conhecimento das operações dos cateis do México.
Outras organizações criminosas Mexicanas mantêm redes de comunicação similares, diz um oficial americano, falando anonimamente devido a sensibilidade do assunto. Agentes federais e analistas independentes descrevem as operações contra a rede de comunicações dos Zetas como uma significante vitória em curto prazo na luta contra o narcotráfico.
Fonte da notícia: Yahoo NewsTradução: PY2JF

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